Esclarecemos 5 mitos sobre a gravidez

Esclarecemos 5 mitos sobre a gravidez

17 de setembro de 2018 1 Por ABC Design Brasil

Existem alguns mitos sobre a gravidez e até mesmo superstições que até hoje colocam medo em algumas mães. As chamadas fake news, que são as falsas notícias divulgadas nos variados meios de comunicação por meio de boatos ou desinformação, podem atrapalhar a sua gestação se você levar ao pé da letra essas informações e não as de um médico.

Sendo assim, não acredite em tudo o que lê, principalmente se forem fontes desconhecidas ou nada confiáveis. Então, para que você conheça alguns desses mitos que envolvem a maternidade, separamos 5 deles. Acompanhe!

1. Algumas mães produzem leite mais fraco

Esse mito pode deixar as mães muito preocupadas e com o sentimento de que são incapazes de alimentar adequadamente o seu bebê, mas não acredite naquela tia ou avó que diz isso. Nenhum leite materno é fraco ou insuficiente de nutrientes, nem mesmo o de uma mulher magra ou que esteja desnutrida.

Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades do seu filho, que inclui açúcar, gordura e nutrientes importantes para o sistema imunológico e desenvolvimento do bebê. Então, se a criança está crescendo e ganhando peso corretamente, não há com o que se preocupar.

Esse mito surge como uma confusão e desinformação pela aparência e consistência do leite, pois algumas mulheres produzem o líquido menos encorpado e mais claro do que o de vaca, mas isso não significa que ele seja deficiente em vitaminas e nutrientes.

Ah! Também não acredite quando disserem que os leites industrializados atuais têm as fórmulas bem próximas ao materno. Eles não contêm células vivas, anticorpos, enzimas e hormônios essenciais. Muito pelo contrário, o processo que o leite de vaca passa é repleto de alumínio.

2. A menstruação atrasou, com certeza você está grávida

Mito! Se a mulher não está planejando ter um filho, esse mito sobre a gravidez pode deixar qualquer uma desesperada e se vendo no supermercado olhando o preço das fraldas, não é mesmo?

No entanto, mesmo se você é sexualmente ativa, nem sempre o atraso menstrual é um sintoma e indicação de que você está grávida. É preciso conhecer o motivo pelo qual o sangramento não veio na data correta e do desregulamento no seu ciclo. Algumas das causas podem ser:

  • estresse;
  • ansiedade;
  • medicamentos;
  • mudança brusca de peso;
  • deficiência vitamínica;
  • distúrbios alimentares;
  • amenorreia;
  • amigdalite;
  • problemas na tireoide;
  • excesso de atividade física;
  • síndrome dos ovários policísticos.

Para mulheres que não têm o ciclo menstrual muito bem regulado é normal ter um atraso de até 10 dias, sem que seja um sintoma de gravidez. Além disso, os enjoos também não são, necessariamente, sintomas reais, já que nem todas as mães vão senti-lo.

3. Se a barriga estiver caída é um menino

A descoberta do sexo do bebê chega a ser até uma competição e oportunidade de fazer apostas. As pessoas mais velhas e os “especialistas” (amigas, tias, avós) dizem que se a barriga da mãe estiver caída é, com certeza, um menino. Em contrapartida, se estiver apontando para frente, será uma menina.

Não há mito mais mito do que esse! Essa superstição não leva em consideração a estrutura da mulher, tamanho, peso, torso e nível de desenvolvimento do feto. São diferentes fatores e características que podem deixar a barriga mais caída, levantada ou no sentido que está apontada.

A força muscular, por exemplo, pode fazer diferença nessa aparência. As mulheres que já engravidaram costumam desenvolver a “barriga de grávida” mais cedo do que aquelas que estão na sua primeira gestação, causando a impressão de estar maior e voltada para baixo. Então, não acredite nisso. O sexo do bebê somente é verificado por meio de um exame, pois há chance de ser menino ou menina em mesma proporção (50/50)..

4. Não pode fazer o “rala e rola” durante a gravidez

Então quer dizer que as mulheres grávidas são intocáveis para o sexo? Nada disso! Se você sente desejo, o ato sexual pode ser praticado em qualquer fase da gestação. Não existem teorias científicas e médicas de que esse ato prejudique o bebê ou formação dele.

Esse mito sobre a gravidez surge com a crença de que o pênis do parceiro poderá machucar o bebê, o que não é verdade. A criança fica protegida no útero, dentro da bolsa embrionária e fechado por um espesso muco, que forma uma espécie de tampão para fechar o colo do útero, mesmo que o homem esteja por cima.

Para isso, basta encontrar a posição em que se sente mais confortável, evitando que a penetração se torne mais difícil ou até mesmo dolorosa. Entretanto, se você não sente vontade de fazer sexo, não se preocupe, isso é completamente normal, uma vez que o seu corpo está passando por grandes mudanças e isso pode afetar a sua vida sexual.

O que pode acontecer é que o seu obstetra a oriente a não praticar o ato sexual caso você apresente sangramentos, dores abdominais, cólicas ou para mulheres que já tenham histórico de insuficiência no colo do útero. Outro fator que pode gerar um pouco de medo é a agitação do bebê, mas isso é normal, principalmente depois do orgasmo, pois o seu coração estará batendo mais rápido e isso não significa que esteja machucando o seu filho.

Vale ressaltar que é essencial que você e seu parceiro conversem, se entendam, tenham paciência e tentem entender o momento. A gestação é um período muito especial para o casal e isso requer muita compreensão e parceria.

5. Grávidas não podem comer ovos

Não existem comprovações ou estudos científicos que comprovem malefícios causados pelo consumo de ovo durante a gestação. Você acredita que no México há uma tradição que diz que as mães que comem ovos durante a gravidez terão bebês que cheiram mal? Parece até piada, não é mesmo?

O ovo é rico em proteína, é super nutritivo, um ótimo aliado contra o envelhecimento precoce e proteção das unhas, pele e cabelo. Esse alimento contém boas quantidades de colina, um nutriente que, durante o período gestacional, auxilia na redução do risco de fechamento do tubo neural do feto, que é fato importante para o desenvolvimento da coluna vertebral e calota craniana.

Contudo, é preciso conhecer a procedência do ovo e, em hipótese alguma, ingeri-lo cru ou com a gema mole, evitando as chances de contrair infecções intestinais, como a salmonela. Além disso, certifique-se de que o ovo está fresco.

Também é preciso buscar informações verdadeiras e de confiança para que a sua gestação não seja prejudicada pelos mitos, superstições e fake news. Por exemplo, deixar de comer alimentos importantes podem causar deficiência de diversos nutrientes, mas também é um grande equívoco pensar que a grávida deve comer por dois, já que isso pode causar sobrepeso após a gestação e complicações para o desenvolvimento do feto.

Os mitos sobre a gravidez, muitas vezes, surgem com a errada interpretação de indicações médicas e de superstições que antigamente eram ditas como verdades. Sendo assim, sempre faça o pré-natal durante toda a gravidez para que um obstetra acompanhe o desenvolvimento do seu bebê e para que possa lhe indicar o que é verdade e o que não é.

Nada de acreditar em tudo o que lê, hein! Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e ajude as suas amigas que estão grávidas ou querem ter um filho a não caírem em mitos!