Atente para essas 5 doenças comuns na infância

Atente para essas 5 doenças comuns na infância

21 de março de 2019 0 Por ABC Design Brasil

O coração de pais e mães dói só de imaginar, mas é inevitável que a criança passe pela infância (principalmente durante o período escolar) sem as famosas crises alérgicas, resfriados, otites, dores de garganta, viroses e outras infecções.

Se a insegurança se mostra uma inimiga, saiba que não é preciso ter pânico. Conhecendo um pouco mais sobre essas doenças comuns na infância, seus sintomas e o que fazer para aliviar o quadro, é plenamente possível atravessar esse mar — muitas vezes revolto — que é a maternidade/paternidade.

Pensando nisso, veremos no post de hoje quais são as 5 doenças mais comuns na infância e o que você deve fazer quando chegar a sua vez. Continue lendo e confira!

Por que as crianças adoecem com mais facilidade?

Antes de conhecermos as principais doenças que acometem os pequenos, é importante entender fisiologicamente por que eles adoecem com mais facilidade que os adultos.

Durante a infância — mais precisamente nos cinco primeiros anos de vida — nosso organismo está em processo de construção da imunidade. Como não tinha contato com bactérias e vírus dentro do útero, é após o nascimento que o corpo deve se acostumar aos “ataques” desses microrganismos. É aí que o sistema imunológico entra em ação, mas ele só estará plenamente completo próximo aos três anos de vida.

Por isso as crianças são mais suscetíveis tanto às doenças como a alergias — em alguns casos, o sistema imunológico tem respostas amplificadas a alguns agentes que podem ser inofensivos, como pólen, cheiros fortes, leite etc., caracterizando um quadro alérgico.

Como proteger os pequenos?

Certas ações, antes mesmo do nascimento, são importantes para proteger e fortalecer a criança. O parto normal, por exemplo, ajuda o bebê a desenvolver sua resistência, devido ao contato com as bactérias presentes no canal vaginal.

A amamentação também é importante para o pequeno, já que por meio do leite a mãe transfere ao filho substâncias que atuam como anticorpos.

Além disso, ter a vacinação em dia e uma introdução alimentar (a partir dos seis meses de vida) de qualidade não podem ficar de fora.

Uma dieta rica em frutas, verduras, hortaliças, leguminosas e carnes garante energia, vitaminas, minerais e toda a cadeia de nutrientes de que o corpo precisa para trabalhar e se fortalecer.

Por fim, não se esqueça da higiene! Estimule o seu filho a lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro — isso ajuda a mantê-lo longe dos vírus e bactérias prejudiciais à sua saúde.

Quais são as principais doenças comuns na infância?

Bom, agora que você já sabe por que as doenças ocorrem com mais frequência na infância e o que fazer para proteger os pequenos, vejamos quais são essas doenças e o que fazer para contorná-las!

1. Gripes e resfriados

Nariz escorrendo, estado febril, corpinho mole, às vezes uma tosse com o peito bem cheio. E agora, gripe ou resfriado? Apesar de contar com sintomas bem parecidos e forma de transmissão semelhante (pela saliva) as duas doenças são causadas por agentes diferentes, e têm complexidades diferentes.

Enquanto o resfriado se apresenta de maneira mais branda, a gripe conta com febre, prostração e dor no corpo, podendo até evoluir para doenças respiratórias.

Em ambas as situações, as medidas de tratamento são paliativas e visam conter os sintomas. Entre elas está a manutenção da hidratação, com água, sucos e chás, além de um antitérmico para controlar a febre.

Diante dos primeiros sintomas, o ideal é levar a criança para uma avaliação médica. Somente assim será possível diagnosticar o problema e evitar complicações no quadro.

2. Bronquite

Essa é uma infecção nos bronquíolos — uma estrutura presente nos pulmões —, algo bem comum em crianças prematuras e de até 2 anos. Ela é causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), também transmitido pelo ar e pela saliva.

Entre os principais sintomas estão a febre, a dificuldade respiratória, a tosse cheia e o chiado na respiração. Os casos mais graves exigem internação hospitalar.

Para proteger o pequeno, evite levá-lo a ambientes com muitas pessoas ou locais em que haja bebês doentes. Se o seu filho for prematuro, peça a orientação do pediatra acerca de uma medicação específica para protegê-lo do vírus em questão, que é potencialmente perigoso para crianças nessa condição.

3. Infecção na garganta

Podendo ser causada por vírus ou bactéria, a infecção na garganta acomete tanto a faringe quanto a laringe. No geral, ela apresenta sintomas como febre alta, mal hálito e redução no apetite.

O mais importante, nesses quadros, é conseguir identificar o agente causador, pois ele está diretamente relacionado às chances de complicações.

No tipo viral, a ocorrência se dá com mais frequência até os 2 anos, com episódios cerca de três vezes por ano. Seu contágio acontece por contato com saliva e outras secreções contaminadas, e os sintomas são mais brandos, durando cerca de três dias.

A tendência é que a doença regrida espontaneamente, por isso, o tratamento é feito para alívio dos sintomas.

Já as infecções causadas por via bacteriana causam um quadro mais intenso, com maiores chances de complicações. Elas são mais comuns entre os três e seis anos, e devem ser tratadas com antibiótico e acompanhamento médico.

Quanto a esses casos, é bom ficar de olho, pois infecções bacterianas de garganta muito frequentes podem necessitar de intervenção cirúrgica para remoção das amídalas, a fim de evitar complicações.

Mais uma vez, vale ressaltar: é fundamental o acompanhamento médico em todos os casos da doença.

4. Infecção de ouvido

Também chamada de otites médias, as dores de ouvido nas crianças podem ser desencadeadas por excesso de secreção no canal auditivo ou mesmo pelo próprio leite materno, que escorre durante a amamentação e pode chegar à cavidade do ouvido, tornando o ambiente mais propício ao surgimento de bactérias.

O quadro é mais comum até os 5 anos e, dependendo da intensidade, pode exigir tratamento com antibióticos. Alguns sinais que precisam ser considerado nas crianças menores é o choro intenso e o quadro febril.

Já a otite externa, costuma ser menos intensa e pode ser desencadeada por excesso de umidade. Para evitá-la, certifique-se de secar bem os ouvidos dos pequenos. Mas fique atento: o uso das hastes flexíveis é contraindicado, pois empurra a secreção para os tímpanos. O ideal é fazer a limpeza com uma toalha.

5. Catapora, sarampo, caxumba

Causadas por vírus, essas doenças são contraídas pelo contato com saliva e outras secreções contaminadas e tendem à remissão espontânea com 5 a 14 dias.

Contudo, contar com a avaliação e acompanhamento médico também é indispensável aqui, para evitar complicações como pneumonia, inflamação dos ovários ou testículos e meningoencefalite.

Entre seus principais sintomas estão febre, tosse, prostração, manchas pela pele e redução do apetite, e o tratamento é feito para alívio desses sintomas. Já a prevenção deve ser feita por meio da vacinação — tetra viral, aplicada em dose única aos 15 meses.

Em casos de contágio, capriche na hidratação do pequeno e numa alimentação equilibrada, com boa oferta de verduras, legumes e frutas para melhorar a imunidade.

Por fim, é importante ressaltar que, embora essas doenças comuns na infância devam ser conduzidas com calma, o acompanhamento com o pediatra é indispensável em todos os casos, bem como as ações de prevenção, como higiene e alimentação saudável. Por isso, fique de olho!

E agora, se você gostou deste conteúdo, compartilhe-o nas suas redes sociais para ajudar outras mães e pais a conhecer as doenças mais comuns na infância!