Como introduzir na alimentação do bebê alimentos sólidos?

Como introduzir na alimentação do bebê alimentos sólidos?

8 de novembro de 2018 0 Por ABC Design Brasil

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde é que a alimentação do bebê seja exclusivamente o leite materno até a criança ter 6 meses de idade.

Após esse tempo, a amamentação não é capaz de fornecer sozinha todos os nutrientes necessários e, por esse motivo, faz-se necessária a introdução de outros tipos de alimentos. As mamães que não conseguiram amamentar e fornecem o leite artificial também devem esperar até os 6 meses de idades para a introduzir os sólidos à dieta de seus filhos.

Se você tem dúvidas quanto a esse processo, o artigo de hoje foi elaborado para orientar essa fase de transição. Confira aqui quando você pode começar a alimentação sólida, receba dicas de como iniciar essa introdução e os elementos que não podem ser esquecidos durante essa importante fase do crescimento!

Quando começar a introduzir sólidos na alimentação do bebê?

A introdução de alimentos sólidos na rotina de alimentação do bebê pode iniciar entre os 4 e os 6 meses de idade, quando a criança já consegue sentar.

Entretanto, você não precisa ter pressa: se o seu filho já senta aos 4 meses, você pode aguardar até os 6, já que o leite materno é o suficiente para garantir que o pequeno esteja adequadamente nutrido, garantindo um bom crescimento.

É muito importante que esse tempo seja respeitado, pois introduzir sólidos cedo ou tarde demais pode aumentar as chances de desenvolver alergias, ou intolerâncias na criança, além de comprometer o seu crescimento.

Embora o leite materno forneça todos os nutrientes, após o período de meio ano do nascimento, o alimento deixa de ser o suficiente; contudo, não deve ser totalmente cortado da rotina alimentar. A mamãe pode amamentar o bebê até os 2 anos de idade, de forma a complementar a alimentação da criança.

Como iniciar a alimentação sólida?

A introdução de sólidos na alimentação do bebê deve iniciar quando a criança consegue manter a cabeça erguida e, assim, engolir os alimentos que são fornecidos com uma colher. No início, pode ser necessária ajuda para sentar; por isso, é importante que o seu filho tenha um carrinho ou uma cadeirinha própria.

Se a criança já atingiu os 6 meses, mas você ainda está insegura quanto ao processo, repare na quantidade de baba. A tendência é que tenha diminuído com relação aos primeiros meses, e significa que o bebê já está engolindo melhor.

Observe também se ele ainda coloca a língua para fora com frequência. Quando coloca algo duro em sua boca, o reflexo serve para impedir que engasgue e desaparece por volta dos 4 aos 6 meses.

E os alimentos?

Você já está segura quanto à hora de introduzir os sólidos, pois aprendeu a identificar os sinais. Chegou a hora de descobrir quais os alimentos ideais para essa fase de transição!

Aos 6 meses, devem ser utilizados o purê de abóbora ou mingau de trigo, sempre em consistência pastosa. Batata-doce, couve-flor, chuchu, cenoura, mingau de aveia, arroz e milho devem ser utilizados como papinhas salgadas.

Já a banana, pera e maçã são opções de doces. Nessa fase de adaptação, é importante que seja feita com um só ingrediente.

Dos 6 aos 8 meses, quando a criança já tolera os pratos feitos com um só ingrediente, as papinhas podem apresentar um mix de carne com brócolis ou frango com espinafre. A criança também deve explorar a comida com as mãos. Apresente macarrão cozido e banana amassada para que sinta a consistência dos alimentos.

Após esse período e até os 10 meses, se perceber que o bebê engole com facilidade, insira pedaços de frutas e verduras de consistência mole na papinha e ofereça o máximo de sabores possível. Você pode temperar a comida com raspas de limão.

Finalmente, dos 10 aos 12 meses, a criança já tem mais independência, consegue segurar o alimento sozinha e, consequentemente, se alimentar. Continue deixando que o bebê explore e experimente pequenos pedaços de frutas e verduras.

O que não posso esquecer?

Existem alguns fatores imprescindíveis que são válidos para todo o período de adaptação e não devem ser esquecidos ou negligenciados de maneira alguma.

O principal é a água. Quando o bebê é alimentado exclusivamente com o leite, não é necessário dar água para a criança, pois a amamentação é o suficiente para garantir que o pequeno fique hidratado.

Entretanto, conforme a criança cresce, além do leite perder a capacidade de nutrir, também diminui o poder de hidratar. Por isso, você deve oferecer uma quantidade razoável diária para o seu bebê.

Como se pôde perceber nas dicas acima, o paladar do bebê está apto a descobrir e experimentar novos sabores após os 6 meses, mas como o adulto da relação, você deve controlar esses alimentos. Isso significa que não se deve dar tudo o que o bebê pode demonstrar querer, como leite com achocolatado ou frituras. Muito menos adicionar sal e açúcar aos alimentos!

Desapegue da ideia de que a comida sem sal ou açúcar é sem graça, ou que a criança sente falta de chocolate, pois ela não pode desejar algo que não conhece o sabor. Visite o pediatra regularmente e mantenha a saúde dele em dia!

Por que devo apresentar os alimentos gradativamente?

Além de fornecer apenas alimentação com temperos naturais, excluindo o sal e o açúcar, é fundamental que esses alimentos sejam introduzidos gradativamente, ou seja, um por vez.

Assim, caso a criança sofra com alguma alergia ou intolerância, é possível identificar o problema com mais agilidade, observando os sinais. Diarreias, assaduras, cólicas ou alterações na pele são sinônimos de alerta e você deve procurar um pediatra imediatamente.

Cada alimento novo deve ser oferecido em um intervalo médio de três dias, começando com as frutas, passando pelos legumes e verduras e, por fim, carnes, que têm uma digestão mais lenta em relação aos outros ingredientes.

Cuidar da alimentação do bebê é fundamental para garantir ao seu filho um crescimento saudável, corpo e mente sadios e nutridos.

Continue se informando a respeito dos processos de adaptação da criança em fase de crescimento. Leia nosso artigo sobre a alimentação ideal para a gravidez e tenha uma gestação saudável e tranquila!