Acompanhamento médico na gravidez: por que é importante?

Acompanhamento médico na gravidez: por que é importante?

24 de setembro de 2018 2 Por ABC Design Brasil

Algumas mulheres ainda acreditam no grande mito de que o acompanhamento médico só precisa ser feito no início da gravidez. No entanto, é preciso desmistificar tal questão, já que é extremamente necessário que um médico de confiança olhe de perto todo esse período de tantas alterações no organismo.

A orientação médica é importante para regularizar os níveis hormonais ou vitamínicos da grávida e crucial na detecção de anormalidades ou situações prejudiciais para a mãe e o bebê. Vale lembrar que esse acompanhamento deve ser realizado não só na gravidez de risco.

Para que você possa conhecer mais sobre a importância da assistência de um profissional de saúde, reunimos alguns motivos pelos quais é recomendado fazer o acompanhamento médico. Confira!

Monitoramento do tamanho fetal

O acompanhamento médico, também conhecido como pré-natal, é uma assistência que deve ser prestada durante todo o período gestacional. Com isso, é possível evitar problemas e complicações na saúde tanto da mãe quanto da criança.

De acordo com o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), é indicado que sejam feitas, no mínimo, seis consultas: uma no primeiro semestre, duas no segundo e três no terceiro semestre.

Um procedimento muito importante que, geralmente, ocorre durante os nove meses é o monitoramento do tamanho fetal. Para tanto, o obstetra fará o exame de ultrassom em todas as consultas.

No primeiro, apesar de o feto ainda não estar totalmente formado, é possível conhecer a medida da prega da nuca e verificar se há alterações importantes (como a Síndrome de Down). No segundo, que deve ser feito entre 22 e 24 semanas, os órgãos já devem estar formados e o monitoramento permite saber se a anatomia do bebê vem se desenvolvendo corretamente.

No último ultrassom, que é feito por volta da 34ª semana, será avaliada a posição do bebê, se o tamanho está adequado e o fluxo de nutrientes que a artéria umbilical da mãe está levando para a criança.

Solicitação dos exames necessários

Os exames são os meios que o obstetra tem de saber a situação da mãe, do feto e da gravidez como um todo. Então, durante o acompanhamento médico, são solicitados os exames básicos, como urina, sangue, ultrassom, análises ginecológicas ou, em casos especiais, amniocentese e biópsia do vilo corial — que é capaz de detectar anomalias cromossômicas.

Os exames mais comuns e indispensáveis são:

  • glicose em jejum: essencial para detectar diabetes gestacional;
  • hemograma: utilizado para verificar se há anemia ou infecções;
  • tipo sanguíneo e fator Rh: se detectado que o bebê tem fator Rh positivo e o da mãe for negativo, quando o sangue do feto entrar em contato com o da gestante, em uma segunda gravidez, o recém-nascido poderá desenvolver a doença hemolítica, pois o sistema imunológico da mãe produzirá anticorpos;
  • exame de sangue para rubéola: a rubéola pode causar retardo mental e problemas neurológicos;
  • exame de sangue CMV: utilizado para a detecção de infecção causada pelo citomegalovírus, que pode provocar malformação fetal e retardo mental;
  • exame de urocultura e urina: análise utilizada para diagnosticar infecções urinárias que podem levar ao parto antes do tempo se não forem tratadas;
  • papanicolau: é indicado que seja feito no primeiro trimestre, para detectar câncer do colo do útero ou infecções vaginais;
  • análises para hepatite B e C: se transmitidos para o bebê, podem gerar parto prematuro e abaixo do peso.

Aferição da pressão arterial

Outro importante motivo para fazer o acompanhamento médico durante todo o período da gravidez é a aferição da pressão arterial. Quando essa medida não está controlada ou apresenta grandes irregularidades, podem ser causados graves riscos para a mãe e no momento do parto, inclusive quando há hipertensão.

A pressão da gestante será aferida pelo obstetra durante o pré-natal e, após a 20ª semana, a frequência dessa mensuração deve ser aumentada, principalmente se houver casos de pressão alta na família.

Quando são atingidos aproximadamente seis meses de gestação, a mãe terá produzido cerca de um litro de sangue além do normal. Isso acontece para que funcione como veículo dos nutrientes e oxigênio para o bebê. Esse sangue será bombeado pelo coração e, devido à quantidade extra, a atividade circulatória ficará sobrecarregada.

Por isso, é comum que a mulher se sinta mais quente durante o período. Contudo, a gestação provoca um aumento considerável da progesterona, o hormônio que relaxa os vasos sanguíneos e faz com que a pressão arterial da mulher fique baixa (em média, durante metade da gestação).

No acompanhamento, o médico especialista fará o monitoramento para verificar se essa medida não está baixa ou alta demais. Caso sejam detectados níveis anormais, podem ser indicados medicamentos para controlar a pressão e não prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Acompanhamento do peso

O peso, tanto da mãe quanto do bebê, é um fator que deve ser acompanhado durante a gestação. Durante as consultas de pré-natal, o médico dará indicações para uma dieta balanceada, com o objetivo de evitar o ganho de peso em excesso e estimular o consumo das quantidades necessárias de nutrientes e vitaminas para o desenvolvimento do feto.

Já em relação à criança, essa medida pode indicar se a gravidez está indo bem ou se o feto está com alguma deficiência no desenvolvimento. Assim como a monitoração do tamanho e do perímetro cefálico, o peso é acompanhado por meio de exames de ultrassom.

Existem algumas tabelas que são usadas como referência para o tamanho e o peso do bebê. No entanto, é importante ressaltar que elas servem somente como orientação, pois cada bebê tem características diferentes e um crescimento que varia de acordo com a saúde da mãe, além dos fatores genéticos.

Indicações de vacinas

Dependo do histórico da mãe e de familiares, o obstetra pode solicitar que a gestante tome algumas vacinas, com o objetivo de prevenir doenças que colocam a vida de ambos em risco. Entre as mais comuns, estão:

  • vacina contra gripe: recomendada para mulheres em qualquer fase da gestação durante o outono, época em que esse tipo de vírus e complicações respiratórias são mais frequentes;
  • vacina dTPa: a partir da 20ª semana de gestação, todas as grávidas devem tomá-la para proteger o bebê da coqueluche após o nascimento;
  • vacina contra tétano: dependendo do histórico, o médico avaliará se será necessário tomar uma ou duas doses;
  • vacina contra hepatite B: somente será indicada para mulheres grávidas que nunca tenham tomado o esquema das três doses.

Como pôde ser percebido, o acompanhamento médico é crucial para o adequado desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde da mãe. Para tanto, é preciso contar com médicos de confiança. Então, peça indicações de bons profissionais a familiares e amigas que tiveram filhos recentemente ou estão grávidas.

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